cada dia que passa sinto-me mais fria, mais fria que o dia anterior, mais fria que a chuva que vai caindo, mais fria que o vento que passa por mim levando os meus sentimentos, cada dia fico mais perto de perder-me, de perder a minha alma, a minha alma que aquecia o meu corpo. será que alguém vai reparar quando nada restar dentro de mim? quando eu for só mais uma em milhões? estou gelada mas não sei se vale a pena aquecer-me ou deixar perder-me neste oceano infinito de emoções frias.
mas eu fico sempre presa à vontade de querer mudar o mundo. mas será que cabe a mim mudá-lo? ou esperar que outro faça por mim? porque eu não tenho a força. nem a habilidade. nem nada, tenho a vontade mas para que isso serve, se sem as minhas asas eu sinto-me tão pequena? sinto que sou demasiado complexa para este mundo, complicada. e à noite, choro, cansada de pensar, cansada de ilusões, cansada do ar que me rodeia, cansada de todos os pensamentos que quase não cabem na minha cabeça, cansada de tudo, de nada, de ti, de mim. e não quero mais falar sobre nada, quero ficar sentada e calada, enquanto vejo tudo a meu redor passar, apenas desistir de viver e nunca mais me levantar e ser ninguém mas ser alguém. quero gritar o que sinto, quero que alguém repare, perceba o que sinto, perceba o que preciso mas nem eu consigo perceber. não consigo perceber que nó é este entrelaçado no meu peito, que por mais voltas que dê, não sai, fica lá quando vez mais apertando e fazendo-me ter que respirar fundo. mas eu não quero respirar, não quero mais, quero só agarrar-me a ti e a ouvir o teu coração a bater, quero ouvir-te, quero sentir a tua vida, o teu calor, o teu cheiro, quero-te enrolado nos meus braços, quero-te apertar e deixar-te sugar tudo o que há dentro de mim. não me faz falta. eu era primavera mas o calor abandonou-me, as flores e as borboletas, o sol e tudo o que resta é gelo. abre a porta do teu coração e faz-me de novo primavera.
mas eu fico sempre presa à vontade de querer mudar o mundo. mas será que cabe a mim mudá-lo? ou esperar que outro faça por mim? porque eu não tenho a força. nem a habilidade. nem nada, tenho a vontade mas para que isso serve, se sem as minhas asas eu sinto-me tão pequena? sinto que sou demasiado complexa para este mundo, complicada. e à noite, choro, cansada de pensar, cansada de ilusões, cansada do ar que me rodeia, cansada de todos os pensamentos que quase não cabem na minha cabeça, cansada de tudo, de nada, de ti, de mim. e não quero mais falar sobre nada, quero ficar sentada e calada, enquanto vejo tudo a meu redor passar, apenas desistir de viver e nunca mais me levantar e ser ninguém mas ser alguém. quero gritar o que sinto, quero que alguém repare, perceba o que sinto, perceba o que preciso mas nem eu consigo perceber. não consigo perceber que nó é este entrelaçado no meu peito, que por mais voltas que dê, não sai, fica lá quando vez mais apertando e fazendo-me ter que respirar fundo. mas eu não quero respirar, não quero mais, quero só agarrar-me a ti e a ouvir o teu coração a bater, quero ouvir-te, quero sentir a tua vida, o teu calor, o teu cheiro, quero-te enrolado nos meus braços, quero-te apertar e deixar-te sugar tudo o que há dentro de mim. não me faz falta. eu era primavera mas o calor abandonou-me, as flores e as borboletas, o sol e tudo o que resta é gelo. abre a porta do teu coração e faz-me de novo primavera.

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