sexta-feira, 17 de abril de 2015

1,2,3... acabou de vez

guardo frases no meu coração. guardo-te no meu coração. guardo tudo o que amo. guardo tudo o que sou. tudo o que quis ser e tudo o que fui. agora já não sou. agora sou outra pessoa, queria ter o cabelo preto, pintei-o, quis fazer um piercing, fi-lo, queria descobrir-me e perdi-me. achei que eras o que eu precisava mas afinal és aquilo de que ando a fugir. guardo momentos no meu coração, guardo a tua voz, o teu sorriso, os teus olhos. já tentei lutar contra ti e contra o sentimento que guardo de ti mas volta sempre contigo, sorris-me e eu esqueço todas aquelas noites de solidão. nunca acreditei no amor e olha pra mim agora. sofro por coisas mínimas. tentei-me fortalecer mas acabei por destruir as minhas defesas quando te deixei entrar. quando me deixei pensar que talvez conseguíssemos ser alguma coisa mas nunca fomos nada, e antes de sermos nada já eu pensava em ti e todos os pequenos pormenores de ti. e escrevo aqui para não escrever pra ti, para não me rebaixar, para não te recordar que sou uma parva à procura no sítio errado, a procurar uma coisa que não existe. digo-me que tou a seguir em frente mas vou vivendo na tua sombra, na expetativa de te ver, de te tocar, de te ver o sorriso, de ouvir a tua voz. esta sou eu, a fugir de fantasmas.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

???

achei que mudar o meu exterior ia fazer com que mudasse o meu interior... mas não, sinto-me fragmentada, tudo o que tenho mais valia não ter, tudo o que sinto sobre o que me rodeia é simplesmente nada ou de repente tudo, eu nem consigo expressar o que sinto, só consigo pensar em mil adjetivos do que a minha vida tem sido, ou pelo menos, bocados dela. amo tudo o que tenho mas parece que só quero distanciar-me disso, como se não fosse boa o suficiente para ser amada, como se preferisse aquilo que me despreza. e não consigo mudar, depois acho que sou louca e que é uma cena séria que não consigo controlar, nem fugir de. e não quero falar nada disto com ninguém porque não quero olhares diferentes porque fodi a minha cabeça toda, tanto tenho dias felizes como dias angustiantes e quanto tou acompanhada tou bem e quando tou sozinha tou num abismo. e a ideia-chave é que não consigo mudar, deixar de sentir isto, deixar de pensar, deixa de tentar fugir e deixar de criar problemas que não existem. eu nem sei quem sou, não sei qual é o meu estilo, qual a minha banda favorita, o meu melhor amigo, o meu sitio preferido. só sei datas que estão ligadas a alguém que me faz sofrer e eu tenho razões para dizer que me faz sofrer. ao contrário de outras pessoas que me fazem sofrer mas não tenho motivos para o justificar, apenas fazem. o facto de eu necessitar tanto delas, faz-me perder a cabeça, faz-me viver um turbilhão de emoções. escrever isto deixa-me mais calma, mais pacífica com a minha mente, já que não consigo falar disto a ninguém sem me fazer entender ou sem parecer louca, só me resta viver os meus dias como se fosse outra pessoa, que eu fui um dia e espero ser outra vez. a vida tem muito que se lhe diga e ela a mim ainda disse pouco. e dela ainda só vi um bocado.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

duas vidas

vivo dividida entre duas vidas, quero viver ambas mas só posso viver uma. quero uma vida certa, na linha, deixar de fumar e de beber, estar com o rapaz certo, o rapaz que sei que me ama e que me daria tudo o que preciso e nessa vida ter uma rotina estável e normal parece um sonho mas depois encontro-me noutra vida, uma vida selvagem, independente, apaixonada, com um rapaz louco como eu, um rapaz confuso que me daria, não o que preciso, mas sim o que quero, um amigo colorido, nada de amor, só paixão, com muito fumo e muito alcóol e muita merda, deitados na relva sob o efeito de alguma substância. mas estou em intermédio, perto de um abismo, não gosto de decisões, evito-as, escolher entre duas vidas e duas pessoas, posso escolher a vida errada mas também posso escolher a certa mas fazer metade de cada também não é a melhor escolha, ser amiga dos dois... é que entram em choque na minha cabeça e todos os dias tenho dois botões na minha mente e cada um representa uma vida e eu decido acordar, vestir, comer, apanhar o autocarro, escola, voltar para casa e evitar os meus próprios pensamentos. e finjo que não dói quando me olham os dois ao mesmo tempo e eu tenho que escolher para quem olhar... mas acabo sempre a olhar para o chão..
gosto de pensar que se me fosse embora, tudo ia ficar bem, o vento levava-os com a brisa e eu desvanecia da mente deles e seguíamos com as nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem mudado a minha vida, vamos ser pessoas que evitam cruzar o olhar por desconforto.
mas acredito que temos várias vidas, às vezes encontro-me a pensar em coisas que eu não sabia que me interessava por ou passo por sítios que me fazem lembrar doutros em que eu nunca tive e cruzo olhares com pessoas e parece que já as conheço à muito tempo... quem sabe, se eu acabar por escolher, a minha próxima vida seja com o que eu não escolhi..

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

tanto fiz, que agora tanto faz

O que acontece quando a vontade de desistir é maior do que a de viver? Quando o que predomina é as lágrimas e não o sorriso? Quando a vontade de ver os outros sorrir é maior do que a de me ver sorir? Quando a vontade de gritar é maior do que a de dançar?
Já nem me sinto eu, quem sou eu, todos os dias sinto-me estranha, tenho um sentimento inexplicavel dentro de mim, que faz com que eu queira fugir de todos e desistir de quem gosto e de quem gosta de mim. Que faz com que eu não consiga suportar os dias. Faz com que eu mude de humor constantemente, fique sem apetite, sem sentir durante uns breves momentos. Sei que pareço uma adolescente dramática e com mudanças de humor mas é mais do que isso, eu sinto mais do que isso, num minuto sinto tudo, no outro não sinto nada. Estou nas aulas e fico a olhar para o vazio e penso em nada, apenas vejo tudo à minha volta mudar e ficar na mesma. O que acontece quando se esgotou as forças? É suposto continuar a sorrir para a vida? Não é suposto ser a vida a sorrir para mim? Agora tudo quero, a seguir nada quero. 
Era uma vez uma menina que acordava a sorrir, que vivia a sorrir, que sonhava a sorrir. Gostava que só mudasse o tempo verbal.
Faço o meu melhor, mas o meu melhor é o pior de todos. Faço o impossível, mas o meu ímpossivel é o possível de todos. Faço tudo, mas o meu tudo é o nada de todos. 
Fiz tudo por tudo e ninguém deu valor.
Mas em contraste, fiz tudo mal feito. E o que bem fiz, não foi visto por ninguém. E o bem que quero fazer, ninguém vai saber.

domingo, 11 de agosto de 2013

i'm done

cansei de ter pena de mim mesma por não ter quem eu quero. cansei de ter pena por estar onde estou porque a culpa foi minha, eu tomei todas as decisões que me trouxeram até aqui. e sim, podia passar a minha vida com ele e ser feliz, nunca me cansar dele. e nem me reconheço quando escrevo sobre ele, é algo do outro mundo, algo além de mim e de quem sou. como é que deixo ir algo que nunca foi meu? quero viver todos os dias como se fossem os últimos e aqui estou eu presa a uma dor sem sentido, eu provoco a minha própria infelicidade. eu sempre soube como ele era, eu devia de ter deixado ir à muito tempo, a minha felicidade não devia de depender de alguém, só de mim. e posso estar super ocupada ou estar com os meus amigos mas está lá sempre ele e o sorriso tótó dele que eu simplesmente adoro e eu fico sempre feliz quando penso nele mas ao mesmo tempo dói porque não o tenho a meu lado. já pensei tantas vezes no que ele acha de mim, o que ele sente por mim mas prefiro não ter esperanças de que ele pensa em mim ou que ele goste de mim, gostava de puder enfrentar a verdade, nem consigo admitir que gosto dele. como é que eu admito que gosto dele se ele também não admite nada? e ele fala-me bem mas quando começa a ficar sério ele afasta-se, não percebo, embora eu já tenha tido atitudes infantis com ele, ele continua a falar-me bem. eu vejo-me a cometer estes erros todos e nada faço para parar ou os corrigir, e todos os dias são uma nova oportunidade de recomeçar mas eu continuo a dar cabo de tudo. eu tento afastar-me dos problemas, mas quanto mais tento mais depressa eles vêm ter comigo. e eu tento resolvê-los e faço pior. até quanto é que eu vou prescindir de quem sou para tentar deixa-lo feliz quando ele me deixa triste? até quando é que vou deixar de pôr o meu orgulho de parte para ele ficar feliz? até quando é que vou arranjar problemas em casa para puder sair e ir vê-lo? até quando é que vou deixar o twitter apagado para não falar sobre ele? até quando é que vou deixar de ser quem sou para ele pensar bem de mim? até quando é que vou deixar coisas sem serem ditas para ele não se afastar de mim? tenho medo do que possa dizer ou fazer que possa mudar tudo para pior, porque o melhor já passou.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

boys suck

nós humanos parecemos masoquistas, só gostamos do que nos faz mal, procuramos felicidade e consolo onde sabemos que não vamos encontrar, em tabaco, em drogas, em rapazes que não nos ligam nenhuma. sabem quando olham nos olhos de alguém e não os querem desviar jamais? ainda hoje senti isso mas tive que desviar o olhar, eu era capaz de ficar a olhar para ele durante horas e não me cansar, parece estúpido este sentimento, ele é um simples rapaz e aos meus olhos parece um deus. e ele não quer saber de mim mas eu dou tudo para estar com ele mas nego sempre o que sinto por ele porque se admitir vai ser real, se não admitir, posso tentar convencer-me que apenas gosto da ideia de ele ser especial. ninguém o vê como eu, ele para mim parece especial, e tem duas faces, ao vivo é a coisa mais querida mas depois é um estúpido que parece que não sente nada. gostava tanto de puder entrar na cabeça dele e saber no que ele pensa quando dizem o meu nome, ou de saber se ele sente saudades minhas, mas a vida é feita destas coisas, uns têm sorte ao amor, outros têm sorte ao jogo. por mais problemas que ele tenha comigo e eu com ele, não mudava nada do que aconteceu desde o dia em que o conheci e nunca mudava nada nele, a personalidade dele é o que faz dele tão especial. e eu acho que isto nunca vai passar mas foi assim com os poucos rapazes que eu realmente gostei, embora esteja a sofrer por ele, este sentimento é bom para se sentir. 
podia ficar horas a falar sobre ele.... tudo o que sei sobre ele, o que mais gosto nele, o que menos gosto dele, todas as nossas conversas, todos os nossos momentos....... fazes-me tão mal mas sabes tão bem
podia passar a minha vida contigo 


16/03/13 



quarta-feira, 20 de março de 2013

quem sou eu?

quero desistir de tudo, quero ser feliz, quero desligar os meus sentimentos, quero desistir de quem sou, aquela menina adorável e infantil, mas esta já não sou eu por completo, eu morri à muito tempo, o meu único desejo é fugir e ser feliz com drogas, passo a vida a deprimir e com vontade de morrer quando as drogas podem-me fazer sentir feliz. ninguém compreende ou poucos compreendem. nada me faz viver, eu já devia ter desistido. eu já me perdi e não me vou encontrar, nunca mais. ninguém me pode culpar se eu quiser desistir completamente de quem sou e tornar-me noutra pessoa, afinal a culpa é da sociedade. queria largar tudo e depender apenas  daquilo. eu sinto todos os dias isto mas o problema é que eu não me importo, se morresse de overdose, pelo menos morria feliz, eu sei que vicia, eu sei que iria viciar-me nisso mas e se eu não me importar? se for a única solução? a vida é uma merda, isto que eu sinto é uma merda. sei que não devia de me queixar, porque tenho saúde, educação, comida e roupa mas essa não é a minha definição de felicidade. até podia ser pobre e burra mas ser a pessoa mais feliz do mundo. o patamar da vida é felicidade, não é um bom emprego, filhos ou um casamento estável. só queria parar de fingir que sou feliz, parar de fingir quem eu sou,  eu estou a morrer, eu deixei de ser quem sou para me tornar numa pessoa triste, revoltada, sozinha e chateada, nem me importo com quem sou, mas sei que as pessoas que se importam comigo não gostam de mim assim mas nem consigo me importar, passa-me ao lado. estou tão focada nas coisas erradas que não me concentro nas certas. e importo-me com as pessoas que não se importam comigo e não me importo com aquelas que se importam comigo. não me consigo compreender em certas coisas, porque eles? rapazes que magoam raparigas e nem querem saber. será que sou daquelas raparigas que só quer sentir paixão? nunca me vi capaz de amar. e tento explicar isso mas ninguém compreende, mas fico à espera que alguém já tenha sentido isto, esta confusão de pensamentos e sentimentos. não me encaixo aqui.