vivo dividida entre duas vidas, quero viver ambas mas só posso viver uma. quero uma vida certa, na linha, deixar de fumar e de beber, estar com o rapaz certo, o rapaz que sei que me ama e que me daria tudo o que preciso e nessa vida ter uma rotina estável e normal parece um sonho mas depois encontro-me noutra vida, uma vida selvagem, independente, apaixonada, com um rapaz louco como eu, um rapaz confuso que me daria, não o que preciso, mas sim o que quero, um amigo colorido, nada de amor, só paixão, com muito fumo e muito alcóol e muita merda, deitados na relva sob o efeito de alguma substância. mas estou em intermédio, perto de um abismo, não gosto de decisões, evito-as, escolher entre duas vidas e duas pessoas, posso escolher a vida errada mas também posso escolher a certa mas fazer metade de cada também não é a melhor escolha, ser amiga dos dois... é que entram em choque na minha cabeça e todos os dias tenho dois botões na minha mente e cada um representa uma vida e eu decido acordar, vestir, comer, apanhar o autocarro, escola, voltar para casa e evitar os meus próprios pensamentos. e finjo que não dói quando me olham os dois ao mesmo tempo e eu tenho que escolher para quem olhar... mas acabo sempre a olhar para o chão..
gosto de pensar que se me fosse embora, tudo ia ficar bem, o vento levava-os com a brisa e eu desvanecia da mente deles e seguíamos com as nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem mudado a minha vida, vamos ser pessoas que evitam cruzar o olhar por desconforto.
mas acredito que temos várias vidas, às vezes encontro-me a pensar em coisas que eu não sabia que me interessava por ou passo por sítios que me fazem lembrar doutros em que eu nunca tive e cruzo olhares com pessoas e parece que já as conheço à muito tempo... quem sabe, se eu acabar por escolher, a minha próxima vida seja com o que eu não escolhi..
gosto de pensar que se me fosse embora, tudo ia ficar bem, o vento levava-os com a brisa e eu desvanecia da mente deles e seguíamos com as nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem mudado a minha vida, vamos ser pessoas que evitam cruzar o olhar por desconforto.
mas acredito que temos várias vidas, às vezes encontro-me a pensar em coisas que eu não sabia que me interessava por ou passo por sítios que me fazem lembrar doutros em que eu nunca tive e cruzo olhares com pessoas e parece que já as conheço à muito tempo... quem sabe, se eu acabar por escolher, a minha próxima vida seja com o que eu não escolhi..
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