achei que mudar o meu exterior ia fazer com que mudasse o meu interior... mas não, sinto-me fragmentada, tudo o que tenho mais valia não ter, tudo o que sinto sobre o que me rodeia é simplesmente nada ou de repente tudo, eu nem consigo expressar o que sinto, só consigo pensar em mil adjetivos do que a minha vida tem sido, ou pelo menos, bocados dela. amo tudo o que tenho mas parece que só quero distanciar-me disso, como se não fosse boa o suficiente para ser amada, como se preferisse aquilo que me despreza. e não consigo mudar, depois acho que sou louca e que é uma cena séria que não consigo controlar, nem fugir de. e não quero falar nada disto com ninguém porque não quero olhares diferentes porque fodi a minha cabeça toda, tanto tenho dias felizes como dias angustiantes e quanto tou acompanhada tou bem e quando tou sozinha tou num abismo. e a ideia-chave é que não consigo mudar, deixar de sentir isto, deixar de pensar, deixa de tentar fugir e deixar de criar problemas que não existem. eu nem sei quem sou, não sei qual é o meu estilo, qual a minha banda favorita, o meu melhor amigo, o meu sitio preferido. só sei datas que estão ligadas a alguém que me faz sofrer e eu tenho razões para dizer que me faz sofrer. ao contrário de outras pessoas que me fazem sofrer mas não tenho motivos para o justificar, apenas fazem. o facto de eu necessitar tanto delas, faz-me perder a cabeça, faz-me viver um turbilhão de emoções. escrever isto deixa-me mais calma, mais pacífica com a minha mente, já que não consigo falar disto a ninguém sem me fazer entender ou sem parecer louca, só me resta viver os meus dias como se fosse outra pessoa, que eu fui um dia e espero ser outra vez. a vida tem muito que se lhe diga e ela a mim ainda disse pouco. e dela ainda só vi um bocado.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
duas vidas
vivo dividida entre duas vidas, quero viver ambas mas só posso viver uma. quero uma vida certa, na linha, deixar de fumar e de beber, estar com o rapaz certo, o rapaz que sei que me ama e que me daria tudo o que preciso e nessa vida ter uma rotina estável e normal parece um sonho mas depois encontro-me noutra vida, uma vida selvagem, independente, apaixonada, com um rapaz louco como eu, um rapaz confuso que me daria, não o que preciso, mas sim o que quero, um amigo colorido, nada de amor, só paixão, com muito fumo e muito alcóol e muita merda, deitados na relva sob o efeito de alguma substância. mas estou em intermédio, perto de um abismo, não gosto de decisões, evito-as, escolher entre duas vidas e duas pessoas, posso escolher a vida errada mas também posso escolher a certa mas fazer metade de cada também não é a melhor escolha, ser amiga dos dois... é que entram em choque na minha cabeça e todos os dias tenho dois botões na minha mente e cada um representa uma vida e eu decido acordar, vestir, comer, apanhar o autocarro, escola, voltar para casa e evitar os meus próprios pensamentos. e finjo que não dói quando me olham os dois ao mesmo tempo e eu tenho que escolher para quem olhar... mas acabo sempre a olhar para o chão..
gosto de pensar que se me fosse embora, tudo ia ficar bem, o vento levava-os com a brisa e eu desvanecia da mente deles e seguíamos com as nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem mudado a minha vida, vamos ser pessoas que evitam cruzar o olhar por desconforto.
mas acredito que temos várias vidas, às vezes encontro-me a pensar em coisas que eu não sabia que me interessava por ou passo por sítios que me fazem lembrar doutros em que eu nunca tive e cruzo olhares com pessoas e parece que já as conheço à muito tempo... quem sabe, se eu acabar por escolher, a minha próxima vida seja com o que eu não escolhi..
gosto de pensar que se me fosse embora, tudo ia ficar bem, o vento levava-os com a brisa e eu desvanecia da mente deles e seguíamos com as nossas vidas como se nada tivesse acontecido, como se eles não tivessem mudado a minha vida, vamos ser pessoas que evitam cruzar o olhar por desconforto.
mas acredito que temos várias vidas, às vezes encontro-me a pensar em coisas que eu não sabia que me interessava por ou passo por sítios que me fazem lembrar doutros em que eu nunca tive e cruzo olhares com pessoas e parece que já as conheço à muito tempo... quem sabe, se eu acabar por escolher, a minha próxima vida seja com o que eu não escolhi..
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
tanto fiz, que agora tanto faz
O que acontece quando a vontade de desistir é maior do que a de viver? Quando o que predomina é as lágrimas e não o sorriso? Quando a vontade de ver os outros sorrir é maior do que a de me ver sorir? Quando a vontade de gritar é maior do que a de dançar?
Já nem me sinto eu, quem sou eu, todos os dias sinto-me estranha, tenho um sentimento inexplicavel dentro de mim, que faz com que eu queira fugir de todos e desistir de quem gosto e de quem gosta de mim. Que faz com que eu não consiga suportar os dias. Faz com que eu mude de humor constantemente, fique sem apetite, sem sentir durante uns breves momentos. Sei que pareço uma adolescente dramática e com mudanças de humor mas é mais do que isso, eu sinto mais do que isso, num minuto sinto tudo, no outro não sinto nada. Estou nas aulas e fico a olhar para o vazio e penso em nada, apenas vejo tudo à minha volta mudar e ficar na mesma. O que acontece quando se esgotou as forças? É suposto continuar a sorrir para a vida? Não é suposto ser a vida a sorrir para mim? Agora tudo quero, a seguir nada quero.
Era uma vez uma menina que acordava a sorrir, que vivia a sorrir, que sonhava a sorrir. Gostava que só mudasse o tempo verbal.
Faço o meu melhor, mas o meu melhor é o pior de todos. Faço o impossível, mas o meu ímpossivel é o possível de todos. Faço tudo, mas o meu tudo é o nada de todos.
Fiz tudo por tudo e ninguém deu valor.
Mas em contraste, fiz tudo mal feito. E o que bem fiz, não foi visto por ninguém. E o bem que quero fazer, ninguém vai saber.
Já nem me sinto eu, quem sou eu, todos os dias sinto-me estranha, tenho um sentimento inexplicavel dentro de mim, que faz com que eu queira fugir de todos e desistir de quem gosto e de quem gosta de mim. Que faz com que eu não consiga suportar os dias. Faz com que eu mude de humor constantemente, fique sem apetite, sem sentir durante uns breves momentos. Sei que pareço uma adolescente dramática e com mudanças de humor mas é mais do que isso, eu sinto mais do que isso, num minuto sinto tudo, no outro não sinto nada. Estou nas aulas e fico a olhar para o vazio e penso em nada, apenas vejo tudo à minha volta mudar e ficar na mesma. O que acontece quando se esgotou as forças? É suposto continuar a sorrir para a vida? Não é suposto ser a vida a sorrir para mim? Agora tudo quero, a seguir nada quero.
Era uma vez uma menina que acordava a sorrir, que vivia a sorrir, que sonhava a sorrir. Gostava que só mudasse o tempo verbal.
Faço o meu melhor, mas o meu melhor é o pior de todos. Faço o impossível, mas o meu ímpossivel é o possível de todos. Faço tudo, mas o meu tudo é o nada de todos.
Fiz tudo por tudo e ninguém deu valor.
Mas em contraste, fiz tudo mal feito. E o que bem fiz, não foi visto por ninguém. E o bem que quero fazer, ninguém vai saber.
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