domingo, 25 de novembro de 2012

heaven, be mine.

quando penso que há um motivo para eu continuar a lutar, é quando percebo que não há. não há ninguém que me veja triste e me venha perguntar o motivo. não há ninguém que perceba que há um brilho nos meus olhos que pede ajuda. não há ninguém que perceba o quanto eu preciso de alguém, um motivo que me faça sorrir, que me faça alegre, que me faça viver. eu olho para o céu e vejo aquelas estrelas que brilham para mim que me fazem querer voar com elas. voar até ao céu e não voltar. voar e e encontrar os meus anjos. e ser feliz. não acredito que alguma vez vá ser feliz aqui, neste sitio destruído por pessoas sem alma. só vou ser feliz quando passar aquela lâmina de ferro pelo meu pulso, onde vejo fios de sangue, onde sinto a minha pulsação bater forte mas com vontade de não bater e apenas parar.
mas será que vale a pena lutar contra os meus medos e deixar-me infeliz mas viva?
quando me perguntam o porque de me cortar eu respondo porque sim mas é porque a dor deixa-me sem respiração, sem sentimentos, sem felicidade, deixa-me vazia. 
e por minutos não tenho medo, não sou sensível, sou apenas uma rapariga amarga sem receio de morrer, sem receio de ser ela mesma, sem receio das consequências, apenas fiel ao futuro que espera.
um dia vou dizer adeus mundo e o mundo vai dizer fica e vive mas aí já vai ser tarde de mais.
os anjos que esperem por mim, que estou a chegar. 





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