ás vezes penso que o dia não chegará. o dia em que o tal, o ser que me há-de amar pelo que sou, uma alma complicada e estranha, chegará, o dia em que finalmente a minha vida poderá continuar, em vez de estar aqui parada nos meus pensamentos mais obscuros e tortuosos. parece que a minha mente gosta de me ver sofrer, gosta de pensar no ser que mais amo e mais odeio ao mesmo tempo, o ser que não me compreende mas também é incompreensível. parece que ele vive dentro de mim, aquele pedaço de cola que não descola, e não me deixa ser feliz. mas naqueles momentos em que ele não está lá, eu fico a olhar para as folhas a caírem sobre a relva pela minha janela como se fosse a coisa mais linda de sempre, mas talvez seja. as pequenas coisas são as melhores.
o que também tem habitado a minha mente é quem sou eu. eu sinto-me tão confusa comigo mesma. eu tenho evitado o assunto de quem sou eu ao máximo. eu quero ser feliz sem me descobrir e sem crescer. porque se eu decidir quem sou, já não sou aquela menina alegre, sou apenas aquela adolescente solitária que nunca teve jeito para criar uma relação saudável. sou aquela adolescente complicada e estranha que não quer pensar no futuro, que quer ignorar a maturidade e não tornar num adulto depressivo e triste que vê o mundo a preto e branco e não como eu vejo, a cores, onde a chuva, o sol, a natureza a faz sorrir tolinha.
mas eu gostava de partilhar estes momentos tolos com a minha pessoa, a pessoa que pertence ao meu lado, a pessoa que partilhará os sorrisos tolos comigo quando ver um bebé a dar uma gargalhada, uma gota a cair duma folha na árvore...
mas e se essa pessoa estiver à minha espera no paraíso? cometo esse risco ou deixo-me aqui confusa? eu gosto de pensar que há-de haver algum ser que me amará mas não compreendo o mundo, preferia compreender-te a ti alma gémea, o paraíso será contigo. estrela da noite mais escura. amo-te e nem sei que és.
o que também tem habitado a minha mente é quem sou eu. eu sinto-me tão confusa comigo mesma. eu tenho evitado o assunto de quem sou eu ao máximo. eu quero ser feliz sem me descobrir e sem crescer. porque se eu decidir quem sou, já não sou aquela menina alegre, sou apenas aquela adolescente solitária que nunca teve jeito para criar uma relação saudável. sou aquela adolescente complicada e estranha que não quer pensar no futuro, que quer ignorar a maturidade e não tornar num adulto depressivo e triste que vê o mundo a preto e branco e não como eu vejo, a cores, onde a chuva, o sol, a natureza a faz sorrir tolinha.
mas eu gostava de partilhar estes momentos tolos com a minha pessoa, a pessoa que pertence ao meu lado, a pessoa que partilhará os sorrisos tolos comigo quando ver um bebé a dar uma gargalhada, uma gota a cair duma folha na árvore...
mas e se essa pessoa estiver à minha espera no paraíso? cometo esse risco ou deixo-me aqui confusa? eu gosto de pensar que há-de haver algum ser que me amará mas não compreendo o mundo, preferia compreender-te a ti alma gémea, o paraíso será contigo. estrela da noite mais escura. amo-te e nem sei que és.















